Coragem

"O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de SONHAR, correr o risco de viver seus sonhos.
Coragem é não buscar desculpas para ser feliz!"

Charles Chaplin

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Agradeço sua presença aqui e aguardo seu comentário.

Paz e Bem,

Rodolfo Andrade

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Perfeita razão


Quero acordar contigo
e ver que a vida continua
apesar da chuva fina,
que caiu a noite toda.

Quero sentir o seu grito felino
qual gata no cio,
exalando o amor sem fronteiras,
buscando transmitir você.

Quero poder te amar,
do sonho nunca acordar,
pois o alimento mais gostoso
é sonhar que você é só minha.

Quero que as juras de amor prevaleçam
como a chuva que continua
mesmo sem ter-te agora
seu cheiro forte me embriaga.

Quero te ter na cama
ou onde o amor fizer seu leito
para sugar seu néctar
e descobrir o seu amor real.

Seu fogo é indefinido
a você dou-me inteiro
sem punições ou restrições porém:
eu sou eu, você é você.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O que falar a você


O que falar a você?
Que o mar é azul,
Que o sol é amarelo,
Que a mata é verde..?

O que falar a você?
Que a música é alegre,
Que sua voz é doce,
Que seus olhos são lindos...?

Como falar a você?
Com a lágrima nos olhos,
Com a querência que me assola
Ou como se pedisse esmola?

De que falar com você?
Do ouro que reluz de você,
Da sua pureza de espírito,
Da magia da lua?

Quero falar com você?
Pra quê falar?
O feito é marcado
E o falado esquecido.

Mas por que falar a você?
Os dias agora são diferentes,
Você se faz mais linda,
É a música mudou.

Conspirações da mente


Sombras perdidas
Em um dia qualquer
Entre a penumbra fechada
Passadas na noite calada.

Fecho os olhos e viajo sonhando
Caminho lugares sem fim
E me perco na procura
De encontrar o azul.

Sorte; aqui trancada,
A mata; bem isolada,
Sem ver o céu limpo
Sofro por te ter longe.

É dia agora ou
Quem sabe noite
Agora é vida,
Triste, sem ter você.

Não adianta não muda
Continuam as sobras
Perdidas por aí
Imexíveis, sem toque.

Passo o passado nobre
Sem sentir ou tocar
Mas não ligo, não permito
Simplesmente computo.

Carícia


Alheia a tudo ela vem
aliviando a dor do ser
acariciando sem toques a alma
admirando o dia corrente

Amiga leve e sutil
angelical que só quer o amor
anda por aí a fora
almejando o livre viver.

Atroz como a garça livre
alegre por ser leal sem cobranças
alva de tensas paixões latentes
amiga, sincera e verdadeira.

A vida regras lhe impõe
adversa à verdade humana
ambicionando “que sá” a glória
abnegada e imortal de viver.

Acalenta na hora da dor
aguçando a mente serena
amável sem ingenuidade
antes de tudo pensante.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Meu vento


Surge ao longe
manso
mudando
a paisagem.

Seu referencial
a vida
doce
pura senhora.

Vem chegando tudo muda.
Passividade?
Agressividade?
Realidade.

Abre portas
fecha janelas
sem impedir
querendo ser.

Marca presença
sem nem chegar
é real, é ele,
é vendaval.

Separação


O verdadeiro sonho terminou
no decorrer da longa vida
marcado, presente em nós
marcando o fim e o início da ida.

Sombras ficam latentes
nos fazendo simplesmente conter
com razões sem explicações
obrigando-nos a simplesmente viver.

Sentindo a dor seguimos
buscando algum dia acertar
todo o certo sempre errado
lamentando por não encontrar.

O jeito irreverente
não combina, é estranho de achar
sem rotina com forma diferente
busca sem nunca encontrar.

Lamentar não adianta agora
chorar vira utopia
o mundo surgiu e nós;
simples em nossa covardia.

domingo, 20 de maio de 2012

Sobreviver alheio


Paro e não mais penso,
o sol não é mais tão alegre,
o dia agora é sem vida
mas me ajuda a sobreviver.

Sua ausência sem razão
existe inexplicavelmente
presente estás em tudo
sem lógica, mas real.

Busco o certo rumo torto
sempre, agora, com medo
de tudo que acontece e
todos que no mundo vivem.

Queria sem fronteiras te amar
sentir tudo ao mesmo tempo
ver a sua serenidade
que sempre procura esconder-se.

Joguei sem medo
com  vida inexplicável
perdi em quase tudo
mas hoje sei mais que ontem.

Recomeçar


Paro em frente ao papel
e a vontade de escrever algo
só não sei bem o que é
e nem que forma terá.

Queria falar de amor
daquele que já tive,
do que eu tenho,
e até dos que terei.

Quem sabe da rosa em botão,
da gota de chuva pingente,
do sol escondido por nuvens
até do acorde desordenado.

Paro e olho sem ver,
escuto o som inexistente,
sinto o que não faz sentido
e vivo levando a vida.

Parei perante a folha,
falei de amor e amores,
olhei e vi o horizonte
que ocultava-se por trás da vida.

sábado, 19 de maio de 2012

Reflexo


Faces perfeitas
de gosto sem sabor
tem sentido perdido
sondando a dor

a dor da saudade
sentida lá longe
que aperta a sorte
buscando o infinito

impalpável sentimento
que aflora no peito
vazio imenso
que não quer calar

busca ter-te sem melindre
sem riscos profundos
nem marcas futuras
apenas te ter no caminho

agora vaga perdida,
a vontade querente da cisma,
na curva somente sentimentos...
refletidos no espelho.

Somente soneto


Nasce a manhã de pura beleza
marcando meu íntimo tranqüilo
pois vivendo o dia, o ter você
só quero a doçura e seu estilo

Mesmo com a dor do sentimento
neste mundo sem um só querer
busco meu momento puro e pleno
pra ter você nos braços, te ver

Somente na busca que é sem fim
encontro teu macio querer
exalando cheiro de jasmim

Esta foi minha prova maior
que soneto, pra mim, é assim
sem pé nem cabeça sem ter fim.

Vivendo


Tarde nublada,
mente fechada,
sombras do dia
perdido aqui.

Nada consiste,
a dor contesta,
sentindo na fresta
do sabor perdido.

Sem caminhos a dor
sem sal, sem sabor
procura o ninho
perdido no tempo.

A espera pulsante
estridente lateja
não teme somente
grita e esbraveja.

Corpo que surta
não teme a culpa
vagando no tempo
é fraco fundido.

Estilhaço de pedra
que viaja cometa
no céu imenso
buscando sorrir.

Calor


Na tristeza do seu olhar
sinto você em mim,
com seus poros exalando prazer
buscando meu corpo sedento

querendo você a todo custo,
buscando o néctar do teu prazer,
para sentir seu gozo de fêmea
expandindo sobre o lençol.

Somente sua pele suada
tem o cheiro do amor pleno,
molhado, marcante mulher,
que geme pelo prazer de viver.

Beijo Quântico


Se um colibri aqui chegasse
trazendo pelo menos um beijo seu
sentiria como um vôo
o abanar das asas em meus lábios.

Delicado seria o frescor
um suave tilintar na janela
branco como a nuvem
doce como você

No seu bico viria o seu gosto
nas asas o seu cheiro
e no bailar do voo 
eu te sentiria por inteiro

Sem demora os céus cantariam louvores
enaltecendo o amor do beijo
marcado no doce desejo
sentido na luz da manhã.

O apelo do pêssego


A busca pelo pêssego
satisfaz a fome latente
não tira o pêlo, seduz timidamente,
pois a boca penetra redondo
com o dom de iludir, sacia...
e o pêlo faz o apelo: Por favor deixa eu sentir...
toda a emoção desta noite, não tire o pêlo.

E a boca louca não desiste da busca
pelo sabor do pêssego que o pêlo esconde
coitado esta cansado...
tão feliz peludo
agora jaz depilado.

E ainda babando e buscando
vai o pêssego na noite
símbolo da sedução
representando a trindade...
corpo, mente e espírito...

O pêssego amarelo,
tal qual o sol
iluminando o sertão,
foi nesse sol amarelo
ardente do sertão
que os amantes se fizeram
pois tinham o pêssego na mão.

Esta poesia foi composta com a participação de:
Gilson Faustino Maia, Paulo Roberto Cunha, Alam Bastos, Alexandre Tavares, Pedro Maia E Cunha, Ana Lucia Souza Cruz, Roberto Henrique, Luana Lagreca, Catarina Maul, Rodolfo Andrade.

Te quero lua


A lua calma e serena
como a voz que acalanta
me nina várias horas
e vejo o quanto te quero.

A lua escondida me faz lembrar você
esta escondida, não quer aparecer
mais não adianta
talvez por isto te quero.

A música no rádio fala tudo
tudo que quando olho pra lua vejo,
quero falar e não consigo
mesmo assim te quero.

O andar la fora escuto,
o dim dom da campaínha,
a voz macia de seda
e vejo o quanto te quero.

O falar expontaneo,
o jeito estranho,
o charme sei lá,
só sei que te quero.

A vida é longa,
meu dicionário é curto
o lua vem saindo
mas só sei que te quero.

Gentileza comunitária


Cada gesto que marca o dia
tem força buscando o ser
não teme a dor que vigora
seu lema é vencer ou vencer.

Se olho sinto você
com toda sutileza,
se grito você vem
falando como princesa.

Mesmo com dor é doce
sua fala tem sabor de mel
extraído aqui e agora
cobiçada abelha rainha.

Com o néctar dividido
a colméia segue seu destino
cada um na sua tarefa
procurando o sorriso menino.

Contradições


Porque seus olhos me dizem
palavras que  querem magoar
buscam lá longe a dor, deveras guardada,
num sobressalto de amor e desejo.

Quimeras em lampejos do vento querem,
sem medo, buscar sabor
de fatos e dias passados,
que não foram um simples favor.

Só a pureza do dia pode falar
o quanto benévola és tu mulher,
o gosto do teu sexo é forte
como as águas da cachoeira

Sobre vós linda pessoa
meu mundo quer viajar
mais a ancora é pesada demais
e não vai ate ai.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A CHUVA


Ora gostosa no tilintar no telhado
marcando a cadência de um dia sem dor,
buscando lá longe lembranças passadas,
querendo viver pelo seu valor.

Ora é vidência de amores de longe,
aqueles guardados no fundo do ser,
que se foram pra lá do fim do mundo
na esperança de um dia viver.

Ora matreira vem de arrasto
sem dó nem piedade machucam você
linda, mesmo assim vem destruindo,
o passado e o presente que vê.

Ora é só ela, de verdade ou mentira
destrói uma rocha ou constrói um castelo,
comunga o artefato real,
transforma o triste no belo.

É pura, porém duvidosa,
extravagante e singela,
marcante e indiferente
é ela a chuva.

Insano ou profano?


Momentos loucos
com poesias profanas
de gostos perdidos
com marcas insanas.

Poesias de sexo
expostas ao dia
sem força nem nexo
buscando a cria.

De gosto amargo
com sabor do desejo
ficou bem marcado
na força do beijo.

Insano é sentir
a vida passar
esquecer de viver
no desejo ficar...

O passado nas cartas de hoje...


Todas guardadas, dobradas
 amarelas estalando
transmitem o amor que brota
e sempre exalam prazer

Vem buscando reviver 
o bom com suas barreiras 
as discussões sem pudor 
entre as de pura alegria

Outras dobradas tem força
ferida forte de sangue 
que jorra sem medo em nós
gotejam sempre nervosas 

Marcas do sonho que vem
tirando, buscando alguém.
sem muito a dizer eu paro 
pra ler dos tempos de outrora 

A vida de hoje?...
Lamento... 
Ilusão...
É vida.

Exótica fruta


Só teu gosto sinto na noite
buscando sabores exóticos,
tamarindo fica longe,
na distância do infinito.

Damasco com seu azedo real
é marcante por ser único,
abricó além de exótico
é quase impossível de ver.

A busca no mundo frutífero
é longa, árdua sem fim.
Para definir o gosto marcado
sentido no horizonte bem perto.

A cana que gosto bom
ainda mais...
com o prazer de despila com o dente
sem porque, como ela é diferente...

Diferente em tudo
na textura, no sabor, na excentricidade
única na forma de ser
se chupa porém sem maldade.

Trocando as bolas


Perder o que não foi procurado
sonhar sonhos não sonhados,
sentir o que nunca senti;
é, vivi o que nunca tinha vivido.

Lutei sem ter  vencido
e vivo momentos reais
que foram em nós sem solução
marcados pelo minuto presente.

Como seria bom sorrir,
ter alegria no ser
com paz para poder sentir
e sonhos para poder sonhar.

A vida vai ao avesso
e nós o avesso do avesso
para chegar não se sabe onde
quem sabe na felicidade real.

O tempo perdido nunca é recuperado,
o futuro ontem foi presente
hoje é passado de certo
sem chances de voltar atráz.

Queria eu não ter conciência
e sem falar jogar com a vida
não mais parar e pensar
não mais ter amanhã, viver hoje.

Mas se verdade fosse mentira,
se o verde fosse azul,
se o sonho fosse realidade...
a vida seria diferente.