Coragem

"O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de SONHAR, correr o risco de viver seus sonhos.
Coragem é não buscar desculpas para ser feliz!"

Charles Chaplin

Sejam Bem vindos ao blog Horas Interiores!
Agradeço sua presença aqui e aguardo seu comentário.

Paz e Bem,

Rodolfo Andrade

sábado, 23 de novembro de 2013

Sou eu


Estrada de sonho
viagem sem volta
caminho estreito
em busca, a revolta

Deturpado sentido
o povo comenta
sem que nem porque
depois só lamenta

No começo é magia
que marca em mim
buscando o alto
vetem em mim. 

Diálogo trovado


Vejo que é quase outro dia...
Boa noite, vou dormir.
Saúde, paz, alegria,
sinto muito, eu vou partir.

Vai não que a hora é bem pouca
agora começa a festa
se já for colocar touca
não fica olhando da fresta

Eu não fiquei espiando
nessa noite longa e fria
com a cama me esperando.
Hoje , sim, é outro dia

Agora pela manhã
com este sol a brilhar
a chuva foi com afã
e eu vou ter que trabalhar.

Com todo esse seu dispor,
vá em busca do seu pão.
Dedicação e amor,
você tem no coração.

Além de bom trovador
cutuca com maestria
com diálogo encantador
começo bem o meu dia.


Gilson Faustino Maia/ Rodolfo Andrade

Professor


Chora fechado
busca sentido
caminha calado
querendo abrigo

sofre sem razão
ou lhe sobra a dita
certeza tem não
vão dizer: é fita

alegria no ensino
futuro de tudo
luta pelo destino
que a muito se faz mudo

alegre em dividir
todo seu saber
só não consegue sorrir
quando não querem viver

ora amigo que junto chora
solidário em todo momento
ora amigo onde o máximo aflora
e é mínimo seu contento

não teme seu destino
caminha com todo amor
levando a sua bandeira
no destino de professor.


Não queria


Difícil pensar,
cabeça é infame,
desculpa sem pena
impede o grito.

Serelepe desperta,
combina, engana
sempre galante
se acha o bom.

Descoberto treme
se faz de coitado,
se finge de morto
até chora calado.

Perdeu o direito
sem pena com amor,
com sorriso nos lábios
escondo a dor

Dia acordando


Neblina subindo
o dia acordando,
o sonho de vida nascendo
mais um dia de tudo.

A face é serena
na esperança do bem,
a rotina amena
no falar sempre zen.

Passos apertados,
caminhos certeiros,
crianças no colo
nem sempre corretos.

Raios ao longe
e segue a vida
no toque macio

tem doce a beleza.

Sociedade hipócrita e excêntrica


A escuridão fluiu de repente
partindo laços fortes e frágeis
sem temer o aqui e o agora da mente
colocando em destaque os mais ágeis

tudo se foi num segundo
do tudo nada se fez
criou-se um novo mundo
e a escuridão predomina outra vez

a cada passo um abismo de certo
formado de angústias, dores e lamentações 
quase sem chances o fundo mais perto
e mãos se arrebentam sem razões

o grito era calado
em um eco diferente
quase sempre fechado
e gente engolindo gente

lá do fundo floriu
o que sempre foi impossível
uma luz nas trevas surgiu
para dar vida a vida invisível

e o perdido se achou,
o grito preso se soltou
o preconceito acabou
nada quase mudou

mas pra que hipocrisia?
O abismo ainda é fundo,
a escuridão é magia
e incomoda o mundo

às vezes é bom sentir
que tudo ia se fechar
e poder deslumbrar

como seria o mundo acabar.

Visão imaginária


Com jeito de mulher criança
e a graça peculiar de fêmea
chegaste aqui de mansinho
para somente alegrar o dia.

Seu corpo moldado por deuses:
Imaginado por Vênus,
criado por Afrodite
e animado por Apolo.

Tudo no lugar certo como 
cada peça de um quebra cabeças, 
seus olhos a transmitirem sua fragilidade 
são seu cartão de visitas.

A boca tem a forma certa
para somente articular
palavras puras, meigas e doces
sem medo do bom da vida,

sua pele de seda macia
tem o sabor do desejo
pois exala o cheiro do amor
invisível, incolor, indefinido,

forma exuberante a blusa esconde
mesmo assim imagino
montes de amor

de pontas rosas deliciosas.  

Ventos


Sua imagem linda e tranqüila
como a maçã, de Eva, veio a mim
que no tempo sem tempo chegou
sem medo da explosão da paixão

Buscando a liberdade proibida
sem temor, receosa, chegou
ceifando os campos de tristeza
trazendo o que o destino levou.

O sorriso que estampado no rosto
faz contraste com a pele morena
que enaltece sua forma de mulher
e faz a noite mais amena,

chegou sem nada com tudo,
achei meu tesouro escondido
quando tudo parecia certo
deparei-me com o mundo caído

comecei tudo de novo
juntei pedaços, tentei colar
parti na busca sem fim
do certo incerto achar

como do mundo andarilho
nômade, cigano sei lá
tenho que seguir em frente
cada dia se faz único. 



Eterna noite


Na chegada da lua tranquila
onde a brisa é mais calma
seu semblante que purifica a alma
ao meu aninha-se lado a lado

chega com ar de menina
mas com jeito de mulher
que em mim busca achar
o que nunca foi procurado

num balé perfeito, ordenado
seu quadril procura a perfeita posição
de enquadrar-se na dança de ponta
e não girar sem destino certo

quando a dança sem lei
atinge seu ápice profano
como as nuvens passageiras
cobrem e descobrem a lua

que brilha cada vez mais
sem medo de sua beleza
clara, pura, sem pudores
doce qual rosa em botão.

A aurora começa a raiar
é o sol com seu ar quente
que em metamorfose congela-se

e a noite se torna infinita.

Forma de ser gente


Forma de ser diferente
brado forte marcado na vida
procura o valor de ser gente
que para tudo parece esquecida.

Porque o negro escuro
já que a alma é pura
o abismo além do muro
é real, sempre perdura.

Presa fácil
prisão não basta
o falar é dócil
a visão afasta.

É podre o mundo
inverso da dor
que fica bem fundo
brotando do amor. 

Latente é o grito
injusta a vida 
porque falar do mito
se não se cura a ferida?

Faço minha guerra
sem armas nem tanque
num mundo só meu

tenho orgulho sou PUNK.

sábado, 19 de outubro de 2013

Lampejos


Na esperança sentida no tempo
de sentir sua pele suada,
mas a palavra perdida de hoje
jamais aqui foi falada,

no cheiro da rosa em botão,
de um jardim suspenso
te vejo toda prosa
sem te tocar, só penso...

na cama por arrumar
sua imagem tranqüila vaga
e mais linda te vejo passar
de repente tudo se apaga

no verde do mato molhado
sinto você mais perto,
porém o beijo que foi castrado
poderia ter sido o certo

assim tudo passou
entre o querer e o poder
é o passado passou
e o jeito é mesmo viver

na verdade não há verdade
o errado nunca foi certo
te quero sem maldade
mesmo longe, porem, melhor perto.

Dor latente


Pedaço de mim
é parte de sangue
guardada na dor
com força de vida

a parte ferida
da vida latente
que mesmo sentida
sofre te buscando

não ter sua visão
no dia que se finda
termina o gosto
que era sem fim

a dor sem pudor
lamento que sofre
feroz quer você
mesmo que na morte.


Sem fim


O formato desta boca
faz viagens ao paraíso
um caminho lindo sem volta
ao país da sedução

Pelos bosques e campinas
seu perfume vem sem medo
entre suspiros seus cabelos
em viagem me enroscam

Sentimentos soterrados
teimam em emergir
o desejo é sem igual
no simples calor do sentir

Camuflados os segredos
sempre buscam soluções
mar e terra, terra e mar
explodindo em querências

Querências que só você,
indecisa e indecente,
me desperta aos milhões
querendo, podendo sem razão

Querências que cada vez se estreitam
ao ponto do fazer sem conseqüências
do viver num futuro guardado
sem barreiras elas vem e eu vou dormir.

Ainda sou melhor que tu


Sou pior que o azedo da laranja
e bem pior que cobra sou escorpião
sou o corte da navalha em seu peito
sou o pecado sem nenhum perdão

sou o fogo cruzado em um tiroteio
sou mordida de cão em sua mão
sou um prego que pisado fura feio
sou um vento que derruba lampião

marcando em ti o fio dessa navalha
eu derrubo mil num simples gracejar
no centro do furacão ou de muralhas
sofrendo as dores em viagem estelar

peixe que fugiu do anzol levando isca
o anel que era de ouro e virou lata
já dizem até que sou uma boa bisca
sou o beijo roubado numa bravata

sou no rio a mais forte correnteza
sou mais duro do que rabo de tatu
tudo isso eu sou mais com certeza
que ainda assim sou melhor que tu


Esse poema/repente fez parte de um desafio poético em

 2013 e se bem me lembro, participaram Gilson Faustino 

MaiaRodolfo AndradeRaquel Ordones, Rogéria Desidério,

 Luiz Santos, Luizão Bernardo e De Magela Poesias... 

Saudações a todos os poetas...














Fim de noite


Noite de sonhos, penumbra
no colo perfeito se perde
tem gosto de desejo guardado
sentido simples e suave.

Sinto na pele o gozo “enteso”
no clímax contido na busca podada
da tez que rubra rosa se faz
e o estridente sorriso voraz.  

A vontade impera,
a realidade é agora
mas teu sorriso maquiavélico
esconde sem se ocultar.

O tudo vem no todo
consistente e constrangido
tudo é fato putrefato

inconsciente coletivo. 

Desejos guardados


Fim de noite é sempre uma lástima
é dor de partir em versos a flor da pele,
reprimidos em palavras e personagens,
nem tão cheios, nem tão vazios, contidos,
rolo na cama com uma ultima lágrima...

O real da vida tem hora marcada
impede os sentidos mas nunca a vida
que é intermitente e não tem medo de ser,
de se desprender do que aprisiona,
dos anseios e da espera...

No aguardo me guardo
e ultrapasso minha própria fronteira...
Que sobrevive de conceitos viscerais
malfadados e imperfeitos,
nórdicos e nem sempre direitos
que sobrecarregam a mente felina
em busca do prazer diferente...

Combinação de corpos
que aliena os outros sentidos já inflamados,
intoxicados permitem que rasguem- se
todos os laços não imaginados,
numa dança selvagem e irrefreável
de ter o desejo consumado...

Esperança em um agora qualquer,
na dança das cadeiras capengas, certeiras
busco somente sentir, deixar fluir
para que o desejo aflore, sem metáforas e a realidade esmagadora...
Resista e persista ate outro fim de noite...


Com Elen Pezzuto  

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Vida é caminho


Vida viagem
massagem
libertinagem
sem metáforas.

Caminho que se vai
lá longe
peito aberto
peregrino incerto.

Qual faca que forja
cratera funda,
mente aberta,
canção profunda.

Segmento amargo,
de gosto,
mesmo exposto,
ora doce.

Não teme o destino
hoje nublado
segue

calado.

Momento mágico



Em busca da poesia,
magia,
silêncio,
apreço.

Elucidados no verso,
reverso,
controverso,
sem preço

Por caminhos sem fronteiras,
serenos,
distantes,
confortantes.

Emoldurados de beleza,
é maioral,
serenidade,
astral.

A busca nunca tem fim,
alegria
é dor,
revelia.

É parte partida de mim,
delicadeza,
felicidade,
certeza.

Mágico momento,
maioral,
sublime.

sem igual.

Agora a hora



Sinuoso e quente caminho
que já contorna seu corpo
deságua em terras bem férteis
onde jorra leite e mel.

Sua pele tão porosa
que exala o tesão sem fim
transmitido por você
e chegando até aqui.

Já não quero nem saber
e teu colo é só viagem
dentre o ser ou não se ser
pois a vida é só agora

espero, sem demora
o seu lamento virá
ilusão ou utopia,
com o discurso fatal:

Vem agora é a hora
de dizer sem ilusão
te quero sem muita roupa
a rolar no meu lençol.

domingo, 1 de setembro de 2013

Lançamento da nossa Antologia

                             





Oficina de editores - Pavilhão Verde - Q-21

domingo, 25 de agosto de 2013

Tudo novo





Tudo novo
vida nova
sonho guardado
agora exposto

marcando agora
vida vivida
forte sofrida
sem pena reluz

sentido direito
caminho pra lá
buscando encontrar
o nada perdido

viagem
utópica
buscando
sentido.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pétala audravia



nº 14

pétala
branca
em
flor
sorriso

ontem

Perdido audravia




nº 12

perdido
caminho
longo
achado
sem
fim

Buscam audravia



nº 11

pés
buscam
chegar
sem
nunca
sair

Recado Andravia



nº 10

morte
simples
viver
como
partícula
dolorida


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Tenho certeza


Na tarde fria que passa
com a garoa vem caindo,
o céu coberto de nuvens
sinto a saudade surgindo.

Pessoas que vão pra lá,
o carro ali perto vem,
o dia chuvoso se passa
penso eu: vivendo, para quem?

O bêbado logo passa,
cambaleando sem cair
sem você aqui do meu lado
o jeito é mesmo sorrir.

Bate-papo vai alegre
na calçada vai rolar
eu sentado na varanda
vendo a vida só passar.

A tarde já vai embora
e a noite vai aparecer
mais uma noite acordado
na esperança de te ver.