Coragem

"O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de SONHAR, correr o risco de viver seus sonhos.
Coragem é não buscar desculpas para ser feliz!"

Charles Chaplin

Sejam Bem vindos ao blog Horas Interiores!
Agradeço sua presença aqui e aguardo seu comentário.

Paz e Bem,

Rodolfo Andrade

sábado, 19 de outubro de 2013

Lampejos


Na esperança sentida no tempo
de sentir sua pele suada,
mas a palavra perdida de hoje
jamais aqui foi falada,

no cheiro da rosa em botão,
de um jardim suspenso
te vejo toda prosa
sem te tocar, só penso...

na cama por arrumar
sua imagem tranqüila vaga
e mais linda te vejo passar
de repente tudo se apaga

no verde do mato molhado
sinto você mais perto,
porém o beijo que foi castrado
poderia ter sido o certo

assim tudo passou
entre o querer e o poder
é o passado passou
e o jeito é mesmo viver

na verdade não há verdade
o errado nunca foi certo
te quero sem maldade
mesmo longe, porem, melhor perto.

Dor latente


Pedaço de mim
é parte de sangue
guardada na dor
com força de vida

a parte ferida
da vida latente
que mesmo sentida
sofre te buscando

não ter sua visão
no dia que se finda
termina o gosto
que era sem fim

a dor sem pudor
lamento que sofre
feroz quer você
mesmo que na morte.


Sem fim


O formato desta boca
faz viagens ao paraíso
um caminho lindo sem volta
ao país da sedução

Pelos bosques e campinas
seu perfume vem sem medo
entre suspiros seus cabelos
em viagem me enroscam

Sentimentos soterrados
teimam em emergir
o desejo é sem igual
no simples calor do sentir

Camuflados os segredos
sempre buscam soluções
mar e terra, terra e mar
explodindo em querências

Querências que só você,
indecisa e indecente,
me desperta aos milhões
querendo, podendo sem razão

Querências que cada vez se estreitam
ao ponto do fazer sem conseqüências
do viver num futuro guardado
sem barreiras elas vem e eu vou dormir.

Ainda sou melhor que tu


Sou pior que o azedo da laranja
e bem pior que cobra sou escorpião
sou o corte da navalha em seu peito
sou o pecado sem nenhum perdão

sou o fogo cruzado em um tiroteio
sou mordida de cão em sua mão
sou um prego que pisado fura feio
sou um vento que derruba lampião

marcando em ti o fio dessa navalha
eu derrubo mil num simples gracejar
no centro do furacão ou de muralhas
sofrendo as dores em viagem estelar

peixe que fugiu do anzol levando isca
o anel que era de ouro e virou lata
já dizem até que sou uma boa bisca
sou o beijo roubado numa bravata

sou no rio a mais forte correnteza
sou mais duro do que rabo de tatu
tudo isso eu sou mais com certeza
que ainda assim sou melhor que tu


Esse poema/repente fez parte de um desafio poético em

 2013 e se bem me lembro, participaram Gilson Faustino 

MaiaRodolfo AndradeRaquel Ordones, Rogéria Desidério,

 Luiz Santos, Luizão Bernardo e De Magela Poesias... 

Saudações a todos os poetas...














Fim de noite


Noite de sonhos, penumbra
no colo perfeito se perde
tem gosto de desejo guardado
sentido simples e suave.

Sinto na pele o gozo “enteso”
no clímax contido na busca podada
da tez que rubra rosa se faz
e o estridente sorriso voraz.  

A vontade impera,
a realidade é agora
mas teu sorriso maquiavélico
esconde sem se ocultar.

O tudo vem no todo
consistente e constrangido
tudo é fato putrefato

inconsciente coletivo. 

Desejos guardados


Fim de noite é sempre uma lástima
é dor de partir em versos a flor da pele,
reprimidos em palavras e personagens,
nem tão cheios, nem tão vazios, contidos,
rolo na cama com uma ultima lágrima...

O real da vida tem hora marcada
impede os sentidos mas nunca a vida
que é intermitente e não tem medo de ser,
de se desprender do que aprisiona,
dos anseios e da espera...

No aguardo me guardo
e ultrapasso minha própria fronteira...
Que sobrevive de conceitos viscerais
malfadados e imperfeitos,
nórdicos e nem sempre direitos
que sobrecarregam a mente felina
em busca do prazer diferente...

Combinação de corpos
que aliena os outros sentidos já inflamados,
intoxicados permitem que rasguem- se
todos os laços não imaginados,
numa dança selvagem e irrefreável
de ter o desejo consumado...

Esperança em um agora qualquer,
na dança das cadeiras capengas, certeiras
busco somente sentir, deixar fluir
para que o desejo aflore, sem metáforas e a realidade esmagadora...
Resista e persista ate outro fim de noite...


Com Elen Pezzuto